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Artigo - 18 de Agosto de 2008 às 11:06

A Medicina Veterinária e a profissionalização da Vaquejada

Dr.Erisson Aquino Lopes

              Com o desenvolvimento da vaquejada e sua conseqüente profissionalização, diariamente aumenta o número de pessoas que iniciam a prática do esporte. A necessidade de organização de federações se torna uma constante para procurar normatizar às regras das competições e circuitos amadores e profissionais de vaquejadas em todo o Brasil.

                        É de responsabilidade dos organizadores de vaquejada assumir o compromisso com os competidores e donos de equipes para que disponibilize assistência Médica Veterinária para os eqüinos e também bovinos durante as competições, como já vem acontecendo em Sociedade Hípica, Jockey clube e alguns Parques de Vaquejada com destacada administração. A presença do profissional Médico Veterinário é de merecido reconhecimento não apenas nas necessidades de documentações e situações de urgências e emergências que comumente ocorrem nas vaquejadas, mas também, nos atendimentos clínicos e orientações de manejo quando solicitado.

                        Os cuidados dedicados ao eqüino por um Médico Veterinário referente ao manejo e saúde fazem à diferença na hora da disputa.

                        Para que a vaquejada alcance cada vez mais destaque e profissionalismo se faz necessário conhecer e seguir ao código de conduta da Federação Eqüestre Internacional (FEI), na qual todos os organizadores e competidores das modalidades de esporte eqüestre profissional reconhecem e respeitam.

 CÓDIGO DE CONDUTA DA FEDERAÇÃO EQUESTRE INTERNACIONAL (FEI) 

  1. Em todos os esportes eqüestres o cavalo e demais animais tem de ser considerados as figuras mais importantes;
  2. O bem estar dos animais tem de estar acima da necessidade dos organizadores, competidores e patrocinadores;
  3. Todo manejo e tratamento Médico Veterinário têm que assegurar a saúde e o bem estar dos animais;
  4. Os mais altos padrões de nutrição, saúde, higiene e segurança têm que ser incentivados;
  5. Durante o transporte, adequadas provisões tem que ser providenciadas para assegurar a ventilação, alimentação (comida e bebida) e manter as condições de saúde do organismo animal.
  6. Tem que se dar ênfase na crescente educação de treinamento, nas práticas eqüestres e na promoção de pesquisas cientificas da saúde animal;
  7. No interesse do eqüino, a aptidão e competência têm de ser considerada como essencial;
  8. Todos os métodos de treinamentos de equitação consideram o cavalo como “ser vivo” e não podem incluir qualquer técnica considerada abusiva pela FEI;
  9. As confederações nacionais e seus respectivos representantes têm que estabelecer controles adequados para que todas as pessoas de sua jurisdição respeitem a segurança dos animais;
  10. As regras e regulamentações nacionais e internacionais de esporte eqüestre a respeito da saúde e segurança do cavalo e demais animais tem que ser aderidas não somente nas competições, mas também nos treinamentos. As regras e regulamentações das competições têm que ser revisadas constantemente para garantir sempre a segurança.

 

 

 

 

 

Dr. ERISSON AQUINO LOPES

MÉDICO VETERINÁRIOMEDICINA DESPORTIVA EQUINA

CONTATO: 0**82 9943 2201

erissonaquino@yahoo.com.br

 

 


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